O recém-exilado Presidente da República apelou a um acordo de salvação nacional entre os três partidos que nos levaram à crise. A mente brilhante que apaga incêndios com fósforos e álcool.
Pertinências
quinta-feira, 18 de julho de 2013
sexta-feira, 29 de março de 2013
Práticas Bárbaras nos dias de hoje
Atentar contra o modo de vida de outros seres humanos ainda é prática no
século XXI, o que torna o acto de denunciar situações como esta uma tarefa de
todos e não de alguns. Manifestem-se contra! Partilhem a mensagem entre os
amigos! São vidas que foram postas em causa por uma minoria egoísta! O vosso
dia pode estar para chegar. O Dia em que o mais forte se vai sobrepor ao mais
fraco pela lei da força.
"Carta comunitaria de los Guarani-Kaiowá Pyelito Kue /
Mbarakay-Iguatemi MS-para el Gobierno y Justicia de Brasil
Nosotros (50 hombres, 50 mujeres y 70 niños) Guarani-Kaiowá comunidades
originarias de tekoha Pyelito kue / Mbrakay, escribimos esta carta nuestra
presente situación histórica y una decisión final antes de la orden de despacho
expresada por el Tribunal Federal de Ashland, MS, como Caso N º
0000032-87.2012.4.03.6006, el 29 de septiembre de 2012. Hemos recibido
información de que nuestra comunidad pronto serán atacados, violados y
arrojados al río por el Tribunal Federal, de Ashland, MS.
Por lo tanto, es evidente para nosotros que la propia acción de la Corte
Federal genera y aumenta la violencia en contra de nuestras vidas, ignorando
nuestros derechos para sobrevivir a la Hovy río y alrededor de nuestro
territorio tradicional Pyelito Kue / Mbarakay.
Entendemos claramente que esta decisión de la Corte Federal de Ashland-MS
es parte de la acción de genocidio y exterminio históricos indígenas, nativas e
indígenas de Mato Grosso do Sul, es decir, la acción en sí está violando la
Corte Federal y exterminados y nuestra vidas.
Queremos dejar claro al Gobierno que el Tribunal Federal y, por último, ya
hemos perdido la esperanza de sobrevivir con dignidad y sin violencia en
nuestro antiguo territorio, ya no cree en la Justicia brasileña. Quiénes somos
denunciar actos de violencia cometidos contra nuestras vidas? Para que la
Justicia de Brasil? Si el Tribunal Federal se está generando y alimentando la
violencia en contra de nosotros.
Hemos evaluado la situación actual y la conclusión de que todos vamos a
morir muy pronto, y no tenemos ni tienen la perspectiva de una vida digna y
justa, tanto aquí en la orilla del río tan lejos de aquí. Acampamos aquí a 50
metros del río Hovy donde ya hubo cuatro muertes, dos por suicidio y dos debido
a la golpiza y la tortura de las granjas pistoleros.
Vivimos en el Hovy orilla del río durante más de un año y sin ninguna
ayuda, aislado, rodeado por hombres armados y resistieron hasta hoy. Coma
alimentos una vez al día. Pasamos todo esto para recuperar nuestro territorio
Pyleito viejo Kue / Mbarakay. De hecho, sabemos muy bien que en el corazón de
nuestro antiguo territorio están enterrados varios de nuestros abuelos,
abuelas, bisabuelos y tatarabuelos, están los cementerios de nuestros
antepasados.
Conscientes de este hecho de la historia, que somos y queremos ser muertos
y enterrados a lo largo de nuestros antepasados aquí mismo donde estamos hoy,
así que le pedimos al Gobierno y la Corte Federal no ordenar el desalojo /
expulsión, pero pregunte a promulgar nuestra muerte colectiva y que nos
entierre a todos aquí.
Por favor, de una vez por todas, a promulgar nuestra aniquilación y la
extinción total, además de enviar varios tractores para cavar un agujero grande
para jugar y enterrar el cuerpo. Esta es nuestra petición a los jueces
federales. Ahora esperamos la decisión de la Corte Federal. Declaramos nuestra
muerte colectiva del guaraní y kaiowá Pyelito Kue / Mbarakay y enterrar con
nosotros aquí. Desde que decidimos no salir de aquí completamente vivo ni
muerto.
Sabemos que tenemos más posibilidades de sobrevivir dignamente aquí en
nuestro antiguo territorio ya ha sufrido mucho y todos estamos muriendo
masacrados y buen ritmo. Sabemos que será conducido lejos de la orilla del río
por la justicia, pero no vamos a salir del río. Como un pueblo indígena y la
historia indígena, decidimos colectivamente simplemente morir aquí. No tenemos
otra opción es nuestro último despacho antes de la decisión unánime de la Corte
Federal de Ashland, MS.
Sinceramente, guaraní-kaiowá de Pyelito Kue / Mbarakay"
quinta-feira, 14 de março de 2013
Os primeiros sinais
"Mais de cinco portugueses suicidam-se todos os dias"
http://expresso.sapo.pt/mais-de-cinco-portugueses-suicidam-se-todos-os-dias=f793449
quarta-feira, 13 de março de 2013
Economia de Comunhão

O conceito de Economia de Comunhão, nasceu em Maio de 1991 por Chiara Lubich (fundadora do Movimento dos Focolares), com o objectivo de combater a pobreza e a exclusão social. Segundo Chiara, este combate teria de ser feito apoiando-se em alguns princípios, incluindo, a destinação dos lucros, o ser humano como centro da actividade económica e o relacionamento ético entre, clientes, empresas, fornecedores, concorrentes e até o próprio Estado.
Baseando-se nesta forma de gerir as empresas, de maneira a que estas contribuíssem para uma sociedade e uma actividade económica mais saudável, Chiara defendeu as seguintes medidas:
- Incentivo da gratuidade e solidariedade, para com as pessoas desfavorecidas;
- Promoção da distribuição da riqueza, isto é, criação de postos de trabalho, doações monetárias e investimentos financeiros em criação de novas empresas com o mesmo fim, desenvolvendo uma cultura de partilha.
Em meados de 2003, toda esta teoria económica tinha atingido um número razoável (mas não suficiente) de empresas a aderir ao movimento das Empresas de Comunhão. Estima-se que por essa altura já cerca de 800 empresas teriam aderido e mais, cerca de 1.800.000, 00 Euros de lucros teriam sido distribuidos pelas fundações de solidariedade e pelas pessoas mais carenciadas. Segundo Chiara, este é o modelo a seguir, no que à gestão das pessoas e das empresas diz respeito, pois só assim é possível criar harmonia no mercado de trabalho.
É esta a solução para a crise do actual sistema económico mundial? Talvez, e a mim não me parece mau de todo.
Baseando-se nesta forma de gerir as empresas, de maneira a que estas contribuíssem para uma sociedade e uma actividade económica mais saudável, Chiara defendeu as seguintes medidas:
- Incentivo da gratuidade e solidariedade, para com as pessoas desfavorecidas;
- Promoção da distribuição da riqueza, isto é, criação de postos de trabalho, doações monetárias e investimentos financeiros em criação de novas empresas com o mesmo fim, desenvolvendo uma cultura de partilha.
Em meados de 2003, toda esta teoria económica tinha atingido um número razoável (mas não suficiente) de empresas a aderir ao movimento das Empresas de Comunhão. Estima-se que por essa altura já cerca de 800 empresas teriam aderido e mais, cerca de 1.800.000, 00 Euros de lucros teriam sido distribuidos pelas fundações de solidariedade e pelas pessoas mais carenciadas. Segundo Chiara, este é o modelo a seguir, no que à gestão das pessoas e das empresas diz respeito, pois só assim é possível criar harmonia no mercado de trabalho.
É esta a solução para a crise do actual sistema económico mundial? Talvez, e a mim não me parece mau de todo.
O último cigarro
O último trago foi meu
O cigarro já tinha acabado tão depressa como começado
Inspiramos o fumo como se não houvesse tempo.
Prazer por nós partilhado.
Mas o amor por um vício eterno não bastou.
Mesmo com esse ultimo bafo já antigo
O desejo perpetuou.
E o fumo e a merda no corpo
Durou o suficiente na minha mente
Para matar a vida que havia em mim.
Apenas a ideia desesperada de sentir o calor cinzento
Restou desse último cigarro.
Se a juventude o fez saber melhor
Ou a novidade, isso não sei.
Porque tê-lo junto ao lábios
E sugar dele o resto da ingenuidade
Faz-me querer senti-lo outra vez, e outra vez…
Até dar o ultimo sopro desta realidade.
domingo, 3 de março de 2013
Gomorra, viagem ao império económico e ao sonho de domínio da máfia napolitana
«Procurava
perceber se os sentimentos humanos seriam capazes de enfrentar uma máquina de
poder tão grande, se seria possível conseguir agir de uma maneira, de uma
maneira qualquer, de uma maneira possível que permitisse escapar aos negócios,
que permitisse viver para lá das dinâmicas de poder. Atormentava-me, procurando
perceber se era possível tentarmos perceber, descobrir, saber sem sermos
devorados, triturados. Ou se a opção era entre conhecer e comprometer-se ou
ignorar e, deste modo, poder viver serenamente.»
Roberto Saviano, Gomorra
Gomorra, livro escrito em 2006 por Roberto Saviano, relata as
dinâmicas económicas e sociais do Sistema de Secondigliano, a máfia napolitana.
A descrição de como uma das maiores organizações criminosas se alimenta e
cresce na periferia suja e pobre de Nápoles. O verdadeiro rosto de um sistema
capitalista que despreza a pessoa humana e o mundo ambiental onde vive, o único
que importa e que move é o dinheiro e o materialismo pondo de parte qualquer
ética e moral.
A máfia napolitana é apenas um
exemplo de organizações criminosas que continuam a lucrar biliões de euros com
negócios que tocam em toda a matéria que renda facilmente. Tal como a droga, as
armas, a contrafacção entre outros.
Estes sistemas
alimentam-se e crescem em mundos onde ir à escola, viver dignamente e sem medo
de morrer amanha com uma bala existe noutra realidade. Aqui ter uma pistola,
ser traficante, ter poder, ter dinheiro, e viver tempo suficiente para um dia
se verem como grandes bosses da única
elite que conhecem é o objectivo Mas que outras alternativas são dadas para
além do crime? Um local pobre, sem oportunidades de trabalho legal e com todos
à nossa volta envolvidos nas teias da transgressão é difícil mudar.
Claro que esta
periferia moribunda é apenas uma plataforma e ponto de partida para a entrada
num mundo de negócios obscuros para além da nossa compreensão e que após a
leitura nos deixa arrebatados pelo seu volume monetário e material. Move-se entre
todos os continentes, organizações criminosas, governos e proprietários.
Move-se por carris de violência, pobreza e ignorância até chegar às nossas mãos
e ensanguentarem-nas tornando-nos clientes e engrenagens desta máquina
criminal. A questão inerente ao livro é se nós
continuaremos a fechar os olhos e a conformarmo-nos com esta realidade.
Apesar de o que digo não exemplificar concretamente os
cenários onde isto ocorre acredito que a satisfação em conhece-los será melhor
ao ler o livro. Os dados apresentados em Gomorra
com certeza que estão desatualizados, mas a magia e compreensão do livro passa
pelo acordar da nossa razão para temas que estão escondidos e cobertos por
aqueles que ganham mais a manter-nos ignorantes.
A minha pergunta é: de onde parte a falha para que estes sistemas
continuem a existir e ,juntamente com os endinheirados, mantenham o abismo
entre ricos e pobres?
domingo, 23 de setembro de 2012
Um velho índio estava a falar com o seu neto e contava-lhe:
"Sinto-me como se tivesse dois lobos a lutar no meu coração. Um é um lobo irritado, violento e vingativo. O outro está cheio de amor e compaixão."
O neto perguntou:
"Avô, diga-me, qual dos dois ganhará a luta no seu coração?"
O velho respondeu:
"Sinto-me como se tivesse dois lobos a lutar no meu coração. Um é um lobo irritado, violento e vingativo. O outro está cheio de amor e compaixão."
O neto perguntou:
"Avô, diga-me, qual dos dois ganhará a luta no seu coração?"
O velho respondeu:
"Aquele que eu alimente".
quinta-feira, 6 de setembro de 2012
sábado, 1 de setembro de 2012
sexta-feira, 20 de julho de 2012
CRISE DE VALORES |
A História mostra-nos como a sociedade global se tem transformado ao longo dos séculos, nomeadamente no que à esfera decisória diz respeito. Falo do poder político, claro está. Se olharmos para as oscilações na Hierarquia política de um determinado Estado ao longo dos anos, constatamos o seguinte: No topo esteve um grupo restrito, uma pessoa ou ainda um grupo eleito pela maioria dos cidadãos desse mesmo País. Ainda que o exercício de encontrar semelhanças entre estes três modelos de poder político pareça difícil, verificamos que têm os três algo em comum. - As sociedades dos séculos passados foram conduzidas e governadas pelo próprio Homem, falível, como é óbvio, mas genuíno dadas as múltiplas diferenças existentes de indivíduo para indivíduo.
Voltemos ao Presente. - Olhem à vossa volta! A sério. É um
esforço de 5 minutos. Esforcem-se por encontrar o papel do Ser Humano
nas decisões que agitam e mudam a sociedade. Parem! Não vão encontrar. O
dinheiro leva a melhor em tudo. O dinheiro hipnotizou-nos a nós
Humanos. É ele quem dita as leis do jogo e é ele, ainda, que tem o papel
de decidir as vidas de milhões de indivíduos, dependendo estas dos
interesses de quem detém a tão ambicionada 'chave para tudo '- o
dinheiro.
O Humano está preso às teias do dinheiro, bem como aos
prazeres que o mesmo lhe proporciona. O valor da palavra, a amizade, o
amor e a solidariedade são facilmente transformados em negócios e formas
de gerar riqueza monetária. Não, o dinheiro não é o fruto proibido do jardim do Éden, mas é, concerteza,
personagem de outra passagem bíblica - O Apocalipse! - Um dos possíveis
causadores da extinção da espécie Humana. Gerador de conflitos, guerras
e ódios. Tudo isto, não porque o dinheiro seja intrinsecamente mau, até
porque foi criado pelo Homem, esse sim, 'naturalmente mau' e
ganancioso, ao ponto de criar algo com um fim e utilizá-lo para conceber
ambições desmedidas.
terça-feira, 5 de junho de 2012
MORAL E ÉTICA HOJE |
Um
exercício de conceitos. Liberdade ou libertinagem? Igualdade de
oportunidades ou igualdade material? Activismo ou passividade? Fé ou
Fundamentalismo? Uma resposta só (a minha resposta, entenda-se) a quatro
questões e tantas outras do género: Equilíbrio. Dito isto, estão
excluídas as propostas de extremismo, ou seja, qualquer hipótese que por
teimosia e arrogância coloque em causa a liberdade do outro.
Somos biliões de seres humanos. Creio que o Homem ainda não se
deu conta desse facto, caso contrário não adoptaria, constantemente,
uma postura intolerante, egoísta e irracional perante as pequenas
decisões da vida. Sim, estou a falar das pequenas decisões, dos pequenos
actos, porque as grandes decisões ou os grandes actos, esses, estão aos
olhos de todos, são visíveis e sujeitos a críticas e elogios, assim
sendo, o Homem vê-se condicionado na sua acção, tanto para fazer o bem
como para fazer o mal. Pode falar-se, então, de uma pressão exterior. A
reputação e a boa imagem são valores que o Homem do século XXI não dispensa..."há que parecer bem aos olhos dos outros", mesmo que isso implique uma adulteração da moral das acções.
A concepção maquiavélica foi importada da esfera política para a esfera moral, hoje em dia não basta ser, há que parecer. Diria mais, não interessa ser, interessa parecer.
Há pois um fenómeno de reflexão condicionada pelas grandes
decisões, as que se vêem e podem ser apreciadas pelos outros. A
genuidade dos actos está, pois, reduzida a nada ou quase nada, o Homem
virou-se para imagem, largou o conteúdo.
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