terça-feira, 5 de junho de 2012




MORAL E ÉTICA HOJE | 


        Um exercício de conceitos. Liberdade ou libertinagem? Igualdade de oportunidades ou igualdade material? Activismo ou passividade? Fé ou Fundamentalismo? Uma resposta só (a minha resposta, entenda-se) a quatro questões e tantas outras do género: Equilíbrio. Dito isto, estão excluídas as propostas de extremismo, ou seja, qualquer hipótese que por teimosia e arrogância coloque em causa a liberdade do outro.
           Somos biliões de seres humanos. Creio que o Homem ainda não se deu conta desse facto, caso contrário não adoptaria, constantemente, uma postura intolerante, egoísta e irracional perante as pequenas decisões da vida.  Sim, estou a falar das pequenas decisões, dos pequenos actos, porque as grandes decisões ou os grandes actos, esses, estão aos olhos de todos, são visíveis e sujeitos a críticas e elogios, assim sendo, o Homem vê-se condicionado na sua acção, tanto para fazer o bem como para fazer o mal. Pode falar-se, então, de uma pressão exterior. A reputação e a boa imagem são valores que o Homem do século XXI não dispensa..."há que parecer bem aos olhos dos outros", mesmo que isso implique uma adulteração da moral das acções. 
           A concepção maquiavélica foi importada da esfera política para a esfera moral, hoje em dia não basta ser, há que parecer. Diria mais, não interessa ser, interessa parecer. Há pois um fenómeno de reflexão condicionada pelas grandes decisões, as que se vêem e podem ser apreciadas pelos outros. A genuidade dos actos está, pois, reduzida a nada ou quase nada, o Homem virou-se para imagem, largou o conteúdo.
          

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