MORAL E ÉTICA HOJE |
Um
exercício de conceitos. Liberdade ou libertinagem? Igualdade de
oportunidades ou igualdade material? Activismo ou passividade? Fé ou
Fundamentalismo? Uma resposta só (a minha resposta, entenda-se) a quatro
questões e tantas outras do género: Equilíbrio. Dito isto, estão
excluídas as propostas de extremismo, ou seja, qualquer hipótese que por
teimosia e arrogância coloque em causa a liberdade do outro.
Somos biliões de seres humanos. Creio que o Homem ainda não se
deu conta desse facto, caso contrário não adoptaria, constantemente,
uma postura intolerante, egoísta e irracional perante as pequenas
decisões da vida. Sim, estou a falar das pequenas decisões, dos pequenos
actos, porque as grandes decisões ou os grandes actos, esses, estão aos
olhos de todos, são visíveis e sujeitos a críticas e elogios, assim
sendo, o Homem vê-se condicionado na sua acção, tanto para fazer o bem
como para fazer o mal. Pode falar-se, então, de uma pressão exterior. A
reputação e a boa imagem são valores que o Homem do século XXI não dispensa..."há que parecer bem aos olhos dos outros", mesmo que isso implique uma adulteração da moral das acções.
A concepção maquiavélica foi importada da esfera política para a esfera moral, hoje em dia não basta ser, há que parecer. Diria mais, não interessa ser, interessa parecer.
Há pois um fenómeno de reflexão condicionada pelas grandes
decisões, as que se vêem e podem ser apreciadas pelos outros. A
genuidade dos actos está, pois, reduzida a nada ou quase nada, o Homem
virou-se para imagem, largou o conteúdo.
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