O último trago foi meu
O cigarro já tinha acabado tão depressa como começado
Inspiramos o fumo como se não houvesse tempo.
Prazer por nós partilhado.
Mas o amor por um vício eterno não bastou.
Mesmo com esse ultimo bafo já antigo
O desejo perpetuou.
E o fumo e a merda no corpo
Durou o suficiente na minha mente
Para matar a vida que havia em mim.
Apenas a ideia desesperada de sentir o calor cinzento
Restou desse último cigarro.
Se a juventude o fez saber melhor
Ou a novidade, isso não sei.
Porque tê-lo junto ao lábios
E sugar dele o resto da ingenuidade
Faz-me querer senti-lo outra vez, e outra vez…
Até dar o ultimo sopro desta realidade.
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